Feedback na aprendizagem ajuda alunos e professores a evoluir. Descubra por que escutar também faz parte de ensinar.

A gente também aprende com os nossos alunos

Existe uma ideia bastante comum de que uma escola existe para ensinar.

Nós acreditamos nisso.

E, ao longo dos anos, descobrimos que existe uma segunda verdade, igualmente importante.

Quem ensina também precisa continuar aprendendo.

Essa talvez seja uma das maiores lições que recebemos depois de mais de uma década acompanhando adultos em seus processos de aprendizagem.

Os alunos evoluem.

Os professores também.

E a própria escola precisa evoluir junto.

Nem sempre esse aprendizado acontece em um treinamento, em um curso ou em um livro.

Às vezes, ele chega na forma de um feedback.

Há alguns anos, durante uma aula, uma aluna utilizou boa parte do tempo para compartilhar algumas frustrações.

Falou sobre o trabalho.

Sobre a rotina.

Sobre a dificuldade de encontrar tempo para estudar.

E, principalmente, sobre a sensação de não estar evoluindo no inglês na velocidade que gostaria.

Era uma situação que já havia acontecido outras vezes.

Na tentativa de conduzir a conversa para o aprendizado, aproveitamos aquele momento para ensinar uma nova expressão em inglês.

Linguisticamente, a expressão fazia sentido.

Mas, emocionalmente, aquele não era o momento certo.

Nossa intenção era mostrar que, muitas vezes, o resultado depende das escolhas que fazemos ao longo do caminho.

A mensagem, porém, chegou de outra forma.

Ela soou mais como julgamento do que como acolhimento.

Naquele dia aprendemos algo importante.

Nem toda verdade ajuda alguém a aprender.

Pelo menos, não daquele jeito.

Nem naquele momento.

Com o passar dos anos, outros feedbacks semelhantes apareceram.

Situações diferentes.

Professores diferentes.

Mas uma reflexão em comum.

Adultos não chegam a uma aula carregando apenas um caderno.

Chegam carregando reuniões difíceis, responsabilidades, pressões, inseguranças, expectativas, conquistas, frustrações, e, tudo isso entra na sala de aula junto com eles.

Foi justamente por causa dessas experiências que começamos a olhar para a empatia de uma forma diferente.

Durante muito tempo, acreditávamos que empatia era uma característica de uma pessoa.

Hoje entendemos que ela é uma prática.

Uma escolha que precisa ser renovada todos os dias.

Porque professores também se cansam, também vivem semanas difíceis, também chegam preocupados, também erram.

E reconhecer isso nunca diminuiu a nossa responsabilidade.

Pelo contrário.

Fez com que ela aumentasse.

Aprendemos que ensinar um idioma não depende apenas de conhecer gramática, vocabulário ou pronúncia.

Depende de perceber quando uma pessoa precisa ser corrigida.

E quando ela precisa, antes de tudo, ser compreendida.

Isso não significa deixar de dar feedbacks difíceis.

Muito pelo contrário.

Alguns dos melhores resultados que acompanhamos nasceram justamente de conversas honestas.

Mas aprendemos que existe uma diferença importante entre dizer a coisa certa e escolher o momento certo para dizê-la.

Talvez esse seja um dos maiores aprendizados que nossos alunos nos deram.

Ensinar também exige escutar.

E escutar não apenas para responder.

Mas para compreender quem está do outro lado.

Porque, no fim das contas, uma escola não se torna melhor apenas porque seus professores ensinam.

Ela se torna melhor porque continua aprendendo todos os dias com as pessoas que confiam no seu trabalho.


Toda grande evolução também nasce de um bom feedback

Na Wort, acreditamos que aprender é um processo de mão dupla.

Nossos alunos evoluem a cada novo desafio.

E nós evoluímos a cada nova conversa, sugestão e feedback que recebemos.

É exatamente essa disposição para ouvir, ajustar e continuar aprendendo que buscamos levar para cada etapa da jornada de quem estuda conosco.

Porque nenhuma metodologia é tão valiosa quanto a capacidade de continuar evoluindo.

E talvez seja justamente isso que esperamos construir desde a nossa primeira conversa: uma relação baseada em confiança, honestidade e crescimento mútuo.

Um abraço e até a próxima semana!

Lisandro Jardim – Fundador e CEO na Wort Idiomas

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