Nos últimos dois anos, aproximadamente 70% dos cancelamentos de cursos na Wort estiveram relacionados a questões de agenda.
Burnout.
Uma promoção que passou a exigir mais dedicação.
Uma transição de carreira.
Um período particularmente difícil na empresa.
Raramente o cancelamento acontece por insatisfação com o curso. Na maioria das vezes, o aluno continua reconhecendo a importância do inglês.
Ele apenas sente que não consegue mais acomodá-lo na vida que está levando.
Essa é uma dificuldade legítima.
Mas também produz uma pergunta importante:
Quando a rotina aperta, o inglês precisa necessariamente sair da agenda?
Estar na aula não significa estar presente
A assiduidade média dos alunos da Wort gira em torno de 80% a 82%.
É um índice super satisfatório.
Ainda assim, existe algo que nenhuma lista de presença consegue medir com precisão: a qualidade da presença durante a aula.
Nos cursos por videoconferência, é comum que o aluno esteja diante de duas telas.
Em uma delas, está o professor.
Na outra, permanecem abertos o e-mail, o WhatsApp, o Slack e todas as demandas que não respeitaram o horário reservado para aprender.
O aluno compareceu.
Mas uma parte dele continuou trabalhando.
Essa diferença é importante porque a evolução não depende apenas de quantas aulas aconteceram. Depende também da atenção disponível enquanto elas acontecem.
Talvez, portanto, o desafio atual não seja somente melhorar a assiduidade.
Seja recuperar a presença.
Quando interromper parece ser a única alternativa
Recentemente, um aluno pediu o cancelamento do curso depois de enfrentar um problema sério na empresa.
A intenção era interromper as aulas em julho e talvez retornar apenas no ano seguinte.
Era uma decisão compreensível.
Ao mesmo tempo, tratava-se de um aluno iniciante que precisava do inglês para a própria vida profissional.
Interromper por vários meses não eliminaria essa necessidade. Apenas faria com que ela reaparecesse mais tarde, provavelmente acompanhada por uma nova urgência.
Quando alguém abandona completamente o contato com o idioma, dificilmente retoma no curto prazo.
Geralmente, é necessário um novo gatilho.
Uma entrevista.
Uma promoção.
Uma reunião internacional.
Quando esse momento chega, a pessoa não retorna exatamente ao ponto em que parou. Parte do repertório foi esquecida e a confiança pode ter diminuído.
Por isso, antes de aceitar que o cancelamento é a única saída, procuramos entender se o processo pode assumir outro formato.
Reduzir também pode ser uma forma de continuar
Um aluno que falta às aulas no final do dia talvez consiga estudar pela manhã.
Quem sofre com reuniões inesperadas pode encontrar mais estabilidade no horário do almoço.
Alguém que não consegue manter duas aulas por semana pode reduzir temporariamente para uma.
É claro que essas escolhas influenciam a velocidade da evolução.
Menos contato com o idioma geralmente significa um avanço mais lento.
Mas existe uma diferença entre evoluir mais devagar e interromper completamente o processo.
Durante períodos difíceis, consistência não significa preservar a rotina ideal.
Às vezes, significa manter a menor versão possível do compromisso.
Uma aula por semana.
Quinze minutos de prática.
Um contato frequente o suficiente para que o idioma continue vivo.
Nem tudo depende do aluno
Seria injusto tratar toda dificuldade de agenda como falta de comprometimento.
A vida adulta realmente muda.
Existem circunstâncias que exigem pausas e decisões que não podem ser evitadas.
A escola também tem responsabilidade nesse processo.
Precisa escutar.
Ajustar horários quando possível.
Reavaliar a carga de aulas.
Ajudar o aluno a enxergar a própria evolução.
E construir uma experiência que faça sentido para sua realidade.
Acolher, no entanto, não significa prometer que o método resolverá tudo sozinho.
Existe uma parte que nenhuma escola ou professor pode assumir.
O professor já fala inglês.
Quem precisa construir repertório, confiança e autonomia é o aluno.
Essa construção exige participação, atenção e consistência, mesmo que em uma intensidade diferente daquela imaginada no início.
Talvez o plano precise mudar
Nem sempre será possível manter o ritmo.
Isso não significa que a única alternativa seja desistir.
Antes de retirar o inglês da agenda, talvez seja mais útil perguntar:
Qual é o compromisso que consigo sustentar neste momento?
A resposta pode estar longe do plano ideal.
Mas um processo possível costuma produzir mais resultados do que um plano perfeito que deixou de existir.
Então, se a sua rotina mudou, talvez seja o momento de reavaliar como o inglês pode fazer parte dela.
Na Wort, cada jornada começa pela compreensão das experiências, dos objetivos e do momento profissional de cada aluno.
Converse com a nossa equipe e descubra qual caminho faz sentido para você.
Grande abraço e até o próximo!
Lisandro Jardim – Fundador e CEO na Wort Idiomas


